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OS NOMES DA ROSA
Assim como existe a impressão digital, existe a impressão vaginal,
ou seja, a pombinha tem várias formas e personalidades. Conheça
algumas delas e um pouco mais desta fauna que vive debaixo do pano.
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J. P. Magalhães
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Beiçola - carnuda, generosa e absolutamente oferecida, ela
é capaz fazer os lábios do Milton Nascimento se parecerem com os de
uma freira austríaca. A beiçola é toda prazer e acolhe seus
escolhidos entre lábios úmidos, túmidos, fartos e com toda a
sem-vergonhice do mundo. Saboreá-la é como chupar manga, dá
vontade de colocar tudo na boca e deixar o caldo escorrer pelo
queixo. Não é recomendada para amadores pois sua fartura de
carne pode assustar os mais incautos.
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Rosinha - nada a ver com nossa governadora carioca, embora
seja clarinha e de lábios cor-de-rosa. É uma simpatia. É
a personificação daquela coleguinha de classe que ninguém nunca
conseguiu comer e que você jamais esqueceu. Um exemplo de
perfeição da espécie. Quando bem tratada, se abre quase num
sorriso.
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Tranca-rua - apertada, mal-intencionada. Ela se
faz de pudica, mas esse comportamento recatado não passa de fachada.
Atenção: trata-se de uma dominadora nata. Os lábios finos,
quase inexistentes e de aura inocente, são enganadores. Uma vez
dentro, a Tranca-Rua aperta o pretendente como uma diaba e prende você
de um jeito que não solta nem com reza brava.
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Barbuda - Se Lula tivesse uma, certamente seria como
essa. Hirsuta e de lábios vermelho-forte. É uma verdadeira
bandeira do PT. Coisa de fazer a alegria do empresariado e do
operariado. Ganha qualquer eleição. Nos anos 70 chegou a
ser regra. Infelizmente, hoje em dia, apesar de todo esse clamor
ecológico, a bichinha é uma raridade. A sobrevivência da espécie
deveria ser tratada como questão ambiental do novo governo.
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Escorregadô de Fulô - mais lisa que a careca do
Esperidião Amin, também é conhecida como "Lisinha" ou
"Peladinha". É um playground para os mais
crescidinhos. Sua total ausência de pêlos pubianos corta
qualquer introdução e leva o felizardo direto ao que interessa.
Por ser mais fácil de lavar, pode ser saboreada com os mais diversos
acompanhamentos: da mousse de maracujá ao clássico chantilly, por
exemplo.
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Generosa - encorpada, volumosa, pode ser facilmente
confundida com a Beiçola, mas não se enganem. Trata-se de um
outro espécime. Grande em volume, ela não é tão carnuda
quanto a Beiçola mas oferece maior espaço interno. Perfeita
para seus pares cujo tamanho exceda a média. Entretanto, pode
murchar rapidamente se não encontrar parceiros do mesmo calibre com
certa freqüência. É uma gigante entre as pequenas.
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Erva-Daninha - essa dá em todo lugar. Dá no
jardim, na beira do mar, na floresta, na cama e até no
banheiro. Existem casos em que ela deu na chapelaria, mas não
podem ser confirmados. Espécime carnívoro, conhecido por seu
apetite voraz. Costuma sugar suas vítimas até a exaustão
antes de eliminá-las. Dá no mundo todo, mas sua espécie
mais perigosa reside nos trópicos e em cidades como Nova Iorque,
Paris, Londres e Miami. Quando sente o cheiro de dinheiro pode
tornar-se imprevisível.
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Favo de Mel - "Tocou, melou" é o lema
da Favor de Mel. Extremamente caridosa e companheira, tudo que a
Favo de Mel quer é ver o zangão entrar. Ansiosa e
hospitaleira, ela está sempre à espera, já lubrificada por
antecipação. É o espécime mais desejado, porém
extremamente raro. A Favo de Mel é uma espécie silvestre e
vive solta. Não pode ser criada em cativeiro, sob o risco
de perder seu viço e doçura. Pode ainda fazer crescer dois
ferrões no alto da cabeça de quem a priva de sua liberdade.
(Revista Chic e Sensual,
fev/2003, págs. 60-63).
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